Palácio Nacional da Pena e Parque: bilhete de entrada
4.1 / 5 4.1 · 8326 avaliações
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- desde
- 22,40 €
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Circuito museológico · 45 a 60 minutos
O interior da Pena são dois edifícios encaixados um no outro: um mosteiro do século XVI e um palácio oitocentista. Perceber onde acaba um e começa o outro muda completamente a visita.
Preços e disponibilidade em tempo real. A reserva é concluída no site da Tiqets.
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Horários e preços oficiais segundo parquesdesintra.pt.
Quase toda a gente entra no interior do Palácio da Pena à procura das cores da fachada e sai surpreendida: por dentro, o que domina não é o exotismo — é a escala doméstica. Estes eram os aposentos privados de uma família real que aqui passava temporadas, e muitas salas estão exatamente como ficaram em 1910.
O circuito é de sentido único e atravessa duas construções distintas. A primeira metade é o antigo Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, hieronimita, do início do século XVI. A segunda é o palácio que D. Fernando II mandou levantar a partir de 1838. A costura entre os dois é o que torna o edifício único.
Dois pisos de arcaria em pedra, revestidos a azulejo hispano-mourisco. É a peça mais antiga do conjunto e sobreviveu ao terramoto de 1755 — o resto do mosteiro não. Repare nos azulejos de aresta, com relevo, técnica anterior aos azulejos planos que dominam Lisboa a partir do século XVII.
O retábulo em alabastro e mármore é a obra de arte mais importante do palácio. Foi encomendado por D. Manuel I e executado por Nicolau Chanterene, escultor de origem francesa que trabalhou em Coimbra e nos Jerónimos, por volta de 1529. Represente-se o contexto: quando foi feito, faltavam mais de trezentos anos para existir o palácio à volta dele.
O que hoje é sala de jantar foi o refeitório dos monges. O teto abobadado e a pedra à vista denunciam a origem; a mesa posta e a loiça são acrescento oitocentista. É o melhor exemplo de como Fernando II reutilizou em vez de demolir.
A maior sala do palácio, com vitrais, candelabros e o mobiliário de aparato. É aqui que a escala muda: tudo o resto no percurso é íntimo, esta sala foi feita para receber.
Paredes e teto pintados em trompe-l’œil, imitando estuques e azulejaria de inspiração mourisca. Não há um único azulejo real nesta sala — está tudo pintado. É a peça mais fotografada do interior e a que melhor explica o gosto romântico pelo Oriente imaginado.
Os aposentos privados de D. Fernando II, de D. Carlos e de D. Amélia mantêm mobiliário, objetos pessoais e o atelier de pintura de D. Carlos — que era pintor com obra reconhecida. São as salas onde se percebe que isto foi uma casa habitada, não um cenário.
Talvez a sala mais surpreendente: bancadas, fogões e uma coleção de cobres com o monograma real. Fica no fim do percurso e muita gente atravessa-a a correr por já estar cansada — é um erro, é das divisões mais completas do palácio.
À saída, o arco esculpido com uma figura meio homem meio peixe sobre um cacho de corais. É uma alegoria da criação do mundo, e o elemento decorativo mais citado do palácio. Vê-se de fora, do pátio dos arcos.
O Salão Nobre: a única sala do percurso concebida para receber, e não para habitar.
Os aposentos privados mantêm o mobiliário e os objetos tal como ficaram em 1910.
Na Sala Árabe, o que parece azulejo e estuque é pintura em trompe-l’œil.
A diferença entre os dois bilhetes não está no parque — está no número de divisões que abre. A Visita Essencial, a 20 €, cobre o núcleo do circuito: claustro, capela, salas de aparato e aposentos principais. A Visita Completa, a 45 €, acrescenta divisões do circuito alargado.
Para uma primeira visita, a Essencial resolve. Vale a pena subir para a Completa em dois casos: se já esteve na Pena e quer ver o que faltou, ou se viaja com jovens dos 6 aos 17 — nesse escalão a Completa custa 20 € contra os 18 € da Essencial, e a diferença é irrisória.
Preços e disponibilidade em tempo real. A reserva é concluída no site da Tiqets.
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Entre 45 e 60 minutos no circuito principal. Com audioguia, conte mais 30 a 45 minutos. O percurso é de sentido único e não permite voltar atrás.
Se for a primeira visita e tiver tempo, vale: o claustro manuelino, o retábulo de Chanterene e a Sala Árabe não têm equivalente do lado de fora. Se anda com pouco tempo ou com crianças pequenas, o parque sozinho dá uma visita satisfatória.
Sim, sem flash e sem tripé. As salas são pouco iluminadas por razões de conservação.
Uma divisão do palácio com paredes e teto pintados em trompe-l’œil, imitando estuques e azulejaria de inspiração mourisca. Toda a decoração é pintada, não há azulejo real.
O claustro manuelino e a capela, do antigo Mosteiro de Nossa Senhora da Pena, do início do século XVI. O retábulo da capela, em alabastro e mármore, é de Nicolau Chanterene, por volta de 1529.
Parcialmente. O circuito atravessa a antiga zona monástica, com escadas e passagens estreitas que não podem ser alteradas. Confirme as condições atuais junto da Parques de Sintra.